Policial é condenado a 15 anos de prisão por agressão contra a ex-esposa personal trainer em Cuiabá
02/07/2025
(Foto: Reprodução) Sanderson Ferreira de Castro Souza, de 43 anos, está preso desde setembro de 2024. Débora Sander afirma ter sido agredida por ex-companheiro policial
Arquivo pessoal
A Justiça de Mato Grosso condenou o investigador da Polícia Civil Sanderson Ferreira de Castro Souza, de 43 anos, a 15 anos de prisão em regime fechado por uma série de agressões contra a personal trainer e ex-esposa, Débora Sander, de 44 anos, em Cuiabá, em agosto de 2024. A decisão é do último domingo (27).
O g1 tenta localizar a defesa de Sanderson.
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O policial está preso desde setembro de 2024. Ele foi condenado por violência doméstica e outros dois crimes, que não foram divulgados devido o precesso estar em segredo de Justiça. Sanderson recorreu da decisão.
Ao g1, a defesa de Débora, advogada Karime Dogam, informou que comemora o resultado, mas sente receio da pena ainda ser reduzida, ainda mais pelo Processo Administrativo Disciplinar (PAD) ainda não ter sido finalizado pela Corregedoria da Polícia Civil.
"Iremos acompanhar o recurso, temos receio da pena ser reduzida, mas estamos aguardando pelo resultado do PAD, que até o momento não tivemos resposta e isso pode reverberar em Justiça. Quando uma mulher é agredida, todas são, e quando uma mulher tem Justiça em relação a agressão dela, essa vitoria é de todas", declarou.
A Corregedoria da Polícia Civil informou que o procedimento administrativo instaurado está em fase final de conclusão.
Débora esteve em um relacionamento com Sanderson durante dois anos, mas, segundo ela, sempre foi marcado por violência psicológica e financeira. A situação piorou quando ela começou a ser agredida fisicamente, conforme relato da personal.
Entenda o caso
Débora contou que relacionamento sempre foi marcado por violências
Arquivo pessoal
A personal trainer contou que Sanderson ameaçava ela e o filho dela e, por isso, realizou uma denúncia contra o investigador no dia 19 de agosto do ano passado. Débora também solicitou medidas protetivas de urgência.
Ela chegou a viajar para o interior do estado por medo do agressor, pois já havia tentado denunciá-lo pela primeira vez, mas o ex teria dito que "polícia ajuda polícia" e que a denúncia dela não o afetaria. Posteriormente, decidiu deixar a denúncia registrada e divulgou o caso nas redes sociais.
Personal Trainer denuncia agressões sofridas por policial civil em Cuiabá