Quase 4 mil acidentes com animais peçonhentos foram registrados em MT em 2025
25/01/2026
(Foto: Reprodução) Acidentes provocados por animais peçonhentos aumentaram 11,1% em Cuiabá
Comunicação Butantan
Mato Grosso registrou 3.860 acidentes com animais peçonhentos em 2025, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), que emitiu um alerta à população sobre os cuidados necessários para evitar picadas e sobre o que fazer em caso de acidente no estado.
De acordo com a SES, os escorpiões foram responsáveis por metade das ocorrências, com 1.930 registros. Em seguida aparecem os acidentes com serpentes, que somaram 1.066 casos (27,6%). Também foram contabilizados acidentes com aranhas (299), outros animais peçonhentos (298) e abelhas (217).
A maior parte das vítimas era do sexo masculino, representando 57% dos atendimentos, e 54% dos casos ocorreram em áreas urbanas, o que acende um alerta para os cuidados dentro das residências.
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Ainda conforme a secretaria, 10 mortes foram confirmadas em 2025 em decorrência desses acidentes, sendo que foram nove causadas por picadas de serpentes e uma por abelha. Outros dois óbitos seguem em investigação.
Em 2024, o estado registrou 3.345 atendimentos por acidentes com animais peçonhentos. Naquele ano, os escorpiões também lideraram as ocorrências, com 1.474 casos (44,1%), seguidos pelas serpentes, com 1.197 registros (35,8%). Aranhas, outros animais e abelhas completaram os números.
No mesmo período, 10 mortes foram registradas, sendo seis causadas por serpentes, três por aranhas e uma por abelha. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, o estado intensificou, em 2025, o treinamento das equipes de saúde para melhorar a prevenção e o atendimento às vítimas.
Devido ao treinamento, foram realizadas sete capacitações para identificação de aranhas e escorpiões, com a participação de 175 servidores de 53 municípios. Ao todo, 242 exemplares de animais peçonhentos foram identificados após serem encaminhados pelas prefeituras.
A SES informou ainda que, neste ano, novas capacitações serão realizadas, voltadas ao diagnóstico e tratamento de acidentes com animais peçonhentos, em parceria com o Ministério da Saúde.
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🦂O que fazer em caso de picada
A coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Marlene Barros, orienta que, em caso de picada, a pessoa deve lavar o local com água e sabão, fotografar o animal, se possível, ou informar aos profissionais de saúde as características do bicho.
Ela alerta que não se deve amarrar o membro, fazer torniquete, cortar, sugar ou queimar o local, nem aplicar pomadas ou cremes. O atendimento deve ser buscado imediatamente em uma unidade de saúde. O tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
💊Cuidados dentro de casa
A secretaria também recomenda manter quintais e jardins limpos, sacudir roupas e calçados antes de usar, vedar frestas, ralos e buracos, afastar camas e berços das paredes e instalar telas de proteção em ralos e janelas.
Além disso, os municípios foram orientados a reforçar o controle de escorpiões, manter os estoques de soro antiveneno atualizados, capacitar profissionais de saúde e divulgar materiais educativos à população.
📈Alta nos acidentes
Os acidentes provocados por animais peçonhentos aumentaram 11,1% em Cuiabá ao longo de 2025, segundo dados do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da capital. O número de ocorrências passou de 881 em 2024 para 979 no ano passado.
Proporção do total de casos atendidos em Cuiabá, de janeiro a dezembro:
🦂 escorpião 74%
🕷️ aranha 6%
🐍 cobra 9%
Outros 12%
A distribuição dos acidentes na capital apresentou um padrão heterogêneo, com maior concentração de notificações na região da Grande Morada da Serra, que lidera o ranking em 2025.
Outras áreas que também registraram alta incidência foram:
Grande Terceiro
Tijucal
Ribeirão do Lipa
Despraiado
Segundo o boletim, chama atenção a quantidade de acidentes envolvendo pessoas de outros municípios, especialmente nos casos com serpentes. De acordo com os especialistas, o tempo de deslocamento até uma unidade com atendimento especializado pode agravar o quadro clínico e aumentar o risco de sequelas.