Servidores públicos afastados da Procuradoria-Geral de Cuiabá são alvos de operação por corrupção e fraude
20/01/2026
(Foto: Reprodução) Três pessoas foram presas e três servidores públicos foram afastados por suspeita de fraudes
Polícia Civil de Mato Grosso
Três pessoas foram presas e três servidores públicos foram afastados por suspeita de envolvimento em fraudes contra a Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá durante a Operação Déjà Vu, cumprida pela Polícia Civil, nessa segunda-feira (19). Os servidores foram exonerados dos cargos enntre 2023 e 2025, no entanto, com o cumprimento desta operação, eles não podem mais exercer funções públicas.
Entre os alvos estão:
três presos, cujas identidades não foram divulgadas pela polícia;
Adriano Henrique Escame de Oliveira, que foi exonerado em agosto do ano passado
Matheus Henrique do Nascimento Pereira, exonerado em janeiro de 2025
outro alvo seria um outro ex-servidor que teve prisão decretada, mas ainda não foi localizado. Ele é apontado como líder do esquema e teria orientado os outros investigados a destruir celulares para apagar provas.
Ao g1 a Procuradoria-Geral do Município informou, em nota, informou que todos os citados no processo já não fazem parte do quadro de servidores da instituição e não mantêm vínculo funcional com a PGM. A pasta também destacou que os cancelamentos investigados ocorreram entre 2020 e 2024.
"Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá reafirma que permanece integralmente à disposição das autoridades policiais e judiciárias, colaborando com total transparência para o esclarecimento dos fatos e para a responsabilização de eventuais envolvidos, nos termos da lei", diz trecho do comunicado.
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Segundo a polícia, os presos são investigados por inserir dados falsos em sistemas informatizados do município, além de crimes como corrupção e associação criminosa. A operação também resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, nove medidas cautelares diversas da prisão, quatro sequestros de bens e 12 bloqueios de valores, que somam mais de R$ 490 mil.
De acordo com a Polícia Civil, a operação é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), iniciada em abril de 2025, após a Procuradoria-Geral do Município comunicar à polícia suspeitas de irregularidades no sistema informatizado do órgão.
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A polícia informou ainda que os investigados são suspeitos de inserir informações falsas no sistema da Procuradoria, além de realizar cancelamentos e alterações irregulares de registros administrativos. A investigação também indicou possível pagamento de vantagens indevidas relacionadas a supostos serviços de intermediação para modificar dados oficiais.
Durante a operação, a polícia apreendeu dispositivos eletrônicos e documentos que serão analisados para identificar a extensão das fraudes e a participação de cada investigado. A investigação também apura o uso indevido de logins e senhas de acesso ao sistema interno do município.
De acordo com a Polícia Civil, o nome da operação, Déjà Vu, faz referência à repetição de padrões identificados durante a investigação, com lançamentos e cancelamentos semelhantes que indicam possível esquema recorrente de irregularidades no sistema público.